sábado, 22 de março de 2008

Glamour and News - AMC Têxtil traça planos para expansão da Forum

Após anunciar a compra do grupo TF - dono das grifes Forum, Triton, Tufi Duek e Forum Tufi Duek -, o grupo catarinense AMC Têxtil se concentra agora nos projetos de expansão das marcas. A princípio, o AMC vai seguir o planejamento feito pelo estilista Tufi Duek para as marcas: abrir 10 lojas até o fim do ano. Quatro delas já começaram a operar - em São Paulo, Campinas, Fortaleza e Goiânia.Além disso, a AMC Têxtil vai estudar a distribuição das criações de Duek nas mais de mil lojas multimarcas ao redor do mundo onde distribui seus produtos. Diferentemente das lojas da Colcci e demais marcas do AMC, que crescem por meio de franquias, as lojas do grupo TF são quase todas próprias. Das 82 duas lojas do grupo, apenas 32 são franquias.Tufi Duek continuará à frente da criação das grifes. Seu contrato com o AMC dura três anos, podendo ser renovado seguidamente. Duek e Menegotti não confirmam o valor da transação, mas, segundo fontes, o valor é de cerca de R$ 250 milhões. O grupo TF faturou no ano passado R$ 225 milhões. Já o AMC Têxtil, que controla a Colcci, Sommer, Carmelitas, malharia Menegotti e licencia Coca-Cola Clothing, faturou cerca de R$ 500 milhões. Juntos são agora o maior grupo de moda do país.

Fonte: Jornal O Estado de S. Paulo.

Glamour and News - O sucesso internacional da moda kiwi

Vistos no exterior como mochileiros a caminho de um funeral ou soldados em dia de folga, como descreveu um embaixador francês ironizando a falta de elegância do povo, os kiwis (apelido de quem nasce na Nova Zelândia) agora ostentam 50 grifes de moda para exportação. Dez anos atrás, eram apenas cinco. Hoje, os trajes urbanos de Trelise Cooper são vendidos na Saks da Quinta Avenida, em Nova York. Os modelos da estilista Karen Walker desfilaram na última semana de moda nova-iorquina. A aposta é na nobre lã de ovelhas merino e em ousadas combinações de cores e formas. Resultado: no ano passado, a Nova Zelândia exportou 216 milhões de dólares em moda para Austrália, Estados Unidos, Inglaterra e Japão.

Fonte: Revista Exame

quinta-feira, 20 de março de 2008

Glamour and News - Le Lis Blanc recebe capital da Artesia

Empresa investe na internacionalização da grife, que enfrenta acentuada concorrência interna. A Artesia Gestão de Recursos - do administrador de empresas Márcio Camargo e do economista Marcelo Faria de Lima (os dois com passagem pelo Banco Garantia), que tem em seu portfólio de investimentos empresas do porte da Abyara Planejamento Imobiliário, Metalfrio e Neovia - injetou recursos na marca, segundo fontes próximas à negociação.

O objetivo é ganhar fôlego financeiro para iniciar o processo de internacionalização da rede, que não teria mais espaço para crescer dentro do País. A Le Lis Blanc encontra-se em plena expansão: inaugurou em julho uma “maison” em Recife - através de licenciamento - e inaugura em setembro uma loja de 650 m² na rua Oscar Freire, no luxuoso bairro paulistano dos Jardins. Ela vai substituir a loja anterior na região, que era mais acanhada, a loja Le Lis Blanc Casa e a loja de atacado, que atende franqueados e lojas multimarcas.

A marca enfrentava o avanço da concorrência não só de outras grifes, como também se ressentia da entrada no mercado brasileiro de um dos maiores fenômenos atuais da moda, a cadeia de lojas espanhola Zara.


Fonte: Gazeta Mercantil

Glamour and Business - Mudanças na Moda Brasileira


Especial: Tudo que você queria saber sobre a venda das grifes brasileiras.


Atualmente existe uma onda de aquisições de grifes brasileiras por holdings e fundos de investimento. Em menos de um mês, marcas como Alexandre Herchcovitch, Isabela Capeto, Fause Haten e Ellus foram compradas. Foi o auge de um movimento que começou em julho de 2006, quando a firma de investimento HLDC comprou a Zoomp. Desde então, 13 negócios foram fechados, e o dinheiro movimentado superou os 300 milhões de reais. Marcas como Siberian e Crawford, do empresário Dácio Oliveira, vêm sendo constantemente assediadas.

Os dois compradores com mais apetite têm sido o grupo HLDC e o fundo de private equity Pactual Capital Partners, que administra o dinheiro dos ex-sócios do banco de investimento carioca Pactual, vendido ao suíço UBS em 2006. A lógica de ambos é a mesma, enquanto os executivos dos fundos tocam o negócio, os estilistas das marcas compradas cuidam exclusivamente das coleções. Os dois pretendem criar holdings que administrem diversas marcas em diferentes nichos de mercado. Curiosamente, cada um adquiriu uma empresa com maior penetração em shoppings e outra vista com potencial para se destacar no mercado internacional. No caso do HLDC, as marcas são Zoomp e Alexandre Herchcovitch. No caso do Pactual, Ellus e Isabela Capeto. Segundo a estratégia desenhada pelos dois grupos, diversas grifes reunidas sob o mesmo guarda-chuva trariam ganhos de escala, com a unificação das fábricas e da administração, e com o aumento do poder de compra ante fornecedores de matéria-prima. Ainda de acordo com os planos, essas holdings ganhariam musculatura para, no futuro, tornarem-se companhias listadas na bolsa de valores. O objetivo do Pactual Capital Partners é que a recém-criada InBrands atinja um faturamento de 1 bilhão de reais em até três anos.

Exceção feita às modelos nacionais, a moda brasileira tem sido uma decepção do ponto de vista dos negócios. A falta de capacidade gerencial, a enorme informalidade do setor e a concorrência com produtos falsificados são as principais explicações para os seguidos casos de fracasso. A própria Zoomp, comprada recentemente, esteve à beira da falência e custou muito pouco à HLDC, que herdou a enorme dívida da companhia.

O investimento em setores problemáticos tem sido uma tendência para os fundos de private equity que operam no Brasil. A estratégia é, quase sempre, a mesma. O fundo compra uma empresa de um setor extremamente pulverizado e turbina seu crescimento por meio de aquisições de companhias enfraquecidas. O raciocínio dos investidores que entram no mundo da moda é parecido: a criação de uma companhia com escala, o apoio financeiro de um fundo e a gestão profissional impulsionariam o crescimento das marcas compradas.

A onda de aquisições levou a comparações eufóricas entre as novas holdings da moda brasileira e os grandes conglomerados europeus de marcas de luxo. De acordo com os mais otimistas, a existência de gigantes como LVMH, que controla marcas como Donna Karan e Louis Vuitton e tem faturamento de 15 bilhões de euros, seria uma evidência de que a criação de holdings multimarcas brasileiras tende a ser bem-sucedida. São comparações precipitadas, dada a enorme diferença entre a força das marcas estrangeiras e as nacionais.

Além de administrar o ego dos criadores, os investidores terão um enorme desafio em seu objetivo de acelerar as taxas de crescimento das marcas compradas. No mercado interno, a competição com produtos piratas e redes informais é um entrave conhecido. No mercado externo, os desafios são ainda maiores, dado o virtual anonimato das marcas nacionais. Ainda neste ano, Alexandre Herchcovitch vai inaugurar uma loja em Nova York. Nos próximos cinco anos, pretende abrir lojas também em Berlim, Paris e Londres. "Sozinho, não poderia nem sonhar com isso", diz ele. Com o apoio financeiro do Fundo Tarpon, a marca de calçados Arezzo pretende abrir entre cinco e dez lojas na China. Os especialistas prevêem uma grande dificuldade para as grifes brasileiras na disputa pelo consumidor das principais capitais do estilo. "A moda brasileira brilha, mas não vende", diz a consultora Gloria Kalil. "Não vende aqui dentro porque o mercado é restrito e não vende no exterior porque não é conhecida." Enquanto marcas internacionais, como Gucci, têm mais de 2 000 pontos-de-venda e faturam alguns bilhões de dólares anualmente, as maiores grifes brasileiras têm, no máximo, 40 lojas próprias e não faturam mais que 200 milhões de reais.

Do ponto de vista de um fundo de private equity, investimentos em moda trazem dois tipos de dificuldade. A primeira é a administração de um negócio instável por natureza: coleções impopulares podem gerar estoques enormes, que precisam ser queimados com prejuízo. O outro problema é a ausência de um leque de alternativas na hora de recuperar o dinheiro aplicado -- a saída do investimento. A abertura de capital é considerada um passo vital no modelo de negócios dos investidores.

Dependendo do humor do mercado e do desempenho da empresa, porém, a janela da bolsa pode nunca se abrir, o que torna o investimento de alto risco para os fundos de investimento. "Eu jamais aprovaria internamente uma transação nessas condições", diz o diretor de um dos maiores fundos de private equity em operação no Brasil. Mesmo que a abertura de capital se prove viável, não será fácil obter retorno para os investimentos: segundo a revista EXAME apurou, os preços cobrados pelas marcas brasileiras giram em torno de nove vezes a geração de caixa, patamar considerado alto.

Os primeiros meses dessa "nova era" da moda brasileira foram pouco alvissareiros. Ao comprar a Zoomp, em 2006, o grupo HLDC encontrou uma empresa com enormes dificuldades financeiras, entre elas uma dívida de aproximadamente 30 milhões de reais. Os planos para a grife, no entanto, eram ambiciosos. Entre eles estavam a abertura de lojas exclusivas em Bahrein e no Kuwait. Até agora, nada disso se concretizou e os investidores não conseguiram, um ano e meio depois da aquisição, sanear os problemas da marca. A Zoomp continua devendo para fornecedores -- só com a Verup, empresa de software especializada na área de moda, a dívida é de 2,3 milhões de reais, que estão sendo cobrados na Justiça. "A sinergia entre várias marcas não garantirá empresas mais fortes e bem-sucedidas", diz Glauco Abdala, sócio da consultoria Galeazzi. No Brasil, ganhar dinheiro com moda sempre foi difícil. A aposta dos profissionais especializados em investimentos é que sua chegada ao setor faça, afinal, com que o glamour não fique restrito apenas às passarelas.

As aquisições mais recentes

As principais marcas brasileiras vendidas a fundos de investimento

Isabela Capeto
Investidor: Pactual Capital Partners
Motivo: Suas peças fizeram sucesso no exterior antes mesmo de ganhar o Brasil. O objetivo é torná-la ainda mais conhecida fora do país

Zoomp
Investidor: HLDC Investimentos
Movito: Passava por dificuldades financeiras, o que tornou a aquisição barata. Ao lado de Forum e Ellus, é uma das marcas brasileiras com maior penetração em shoppings

Alexandre Herchcovitch
Investidor: HLDC Investimentos
Motivo: Por ser um dos poucos brasileiros a desfilar em Nova York, é visto pelos investidores como o de maior potencial de internacionalização

Ellus
Investidor: Pactual Capital Partners
Motivo: É a marca com maior presença em shoppings no Brasil — a eventual elevação de renda no país traria conseqüênciasdiretas para o negócio

Fausen Haten
Investidor: HLDC Investimentos
Motivo: Nome internacional

Forum
Investidor: AMC Têxtil
Motivo: Se tornar a gigante no setor e se lançar no mercado internacional

Fotes: Revista Veja e Revista Exame

Glamour and Philosofy: Georg Simmel

Por: Jero Moraes

Da moda diz Georg Simmel: "Ela é a imitação de um modelo dado e satisfz assim a necessidade de apoio social, conduz o individuo ao trilho que todos percorrem, fornece um universal, que faz do comportamento de cada indivíduo um simples exemplo. E satisaz igualmente a necessidade de distinção, a tendência para a diferenciação, para mudar e se separar. E este ultimo aspecto consegue-o, por um lado, pela mudanças dos conteúdos, que marca individualmente a moda de hoje em face da de ontem e da de amanhã, consegue-o ainda de modo mais energético, já que as modas são sempre modas de classes, porque as modas da classe superior se distinguem das da inferior e são abandonadas no instante em que esta ultima delas se começa a apropriar. Por isso, a moda nada mas é do que uma forma particular entre muitas formas de vida, graças a qual a tendência para a igualização social se une à tendência para a diferença e a diversidade individuais num agir unitário."

Este texto de Simmel é bem interessante, nele percebemos o porque do lançamento incessante de novas coleções e tendências. Para exemplificar as idéias do autor vou utilizar de uma emtrevista que um dos editores da Vogue Brasil concedeu ao jornalista e colunista Amaury Jr no seu programa de tv. Nessa entrevista o editor relata que a Revista Vogue começou a trabalhar com cintura-alta nos seus ensaios no meio de 2006, porém ela só começou a ser usada como peça principal das coleções, aqui no Brasil, no verão de 2007/08 e agora caminha, de forma ainda tímida, para as lojas de departamentos das classes C e D. Com isso a revista está utilizando novos padrões e modelagens nos seus ensaios, sempre em busca do novo, afinal é isso que a elite, a revista é consumida na sua maioria por leitoras da classe A e B, quer. Notamos que como Georg Simmel descreveu no seu livro existe uma necessidade da elite em se diferencia através do novo das classes menos afortunadas.

Glamour and Designer - Alexandre Herchcovitch

Por: Jero Moraes

Em 1993, aos 22 anos, Herchcovitch concluiu o curso de moda da Faculdade Santa Marcelina. Cujo desfile de formatura mostrou modelos carregando bonecos que pingavam sangue (tinta vermelha, na verdade) na passarela? Até então, sua clientela eram drag queens, hostesses e outras figuras do underground paulistano. Chocada com imagens da apresentação, a papisa fashion Costanza Pascolato quis conhecê-lo. "Senti a mesma surpresa que tive ao ver os primeiros trabalhos de John Galliano", lembra ela, referindo-se ao atual estilista da grife francesa Christian Dior.

Inteligente, Herchcovitch capitalizou a imagem dark, mas só até perceber que ela poderia assustar bons negócios. Das cinzas do Herchcovitch alternativo, moldou-se o empresário que hoje, ocupa o topo da pirâmide, digamos, fashion. Mais do que ser um queridinho da imprensa especializada, está entre os poucos estilistas que faturam alto – em geral, na indústria da moda, as contas no vermelho são proporcionais às caras e bocas com que se posa para fotos.

Do primeiro vestidão às estampas de caveira, famosas no underground paulistano dos anos 90, passando por roupas para prostitutas e travestis, modelos clássicos de executivas desenvolvidos para a Cori, e camisetas com motivos de Walt Disney de 2003, Herchcovitch foi surpreendendo e revelando sua versatilidade como estilista, dotada de sensibilidade e capaz de vestir diversos tipos de pessoa.

O estilista (que também já trabalhou na Ellus) assumiu em 2006 a direção da Faculdade de Moda da FMU, em São Paulo.

No começo deste ano Alexabdre vendeu as suas duas marcas, Herchcovitch; Alexandre e Herchcovitch Jeans, à holding IM (Identidade Moda), da qual participa o grupo financeiro HLDC Investimentos, o mesmo que comprou em julho de 2007 a Zoomp e a Zapping. Ele será o diretor criativo da Zoomp e das duas grife que vendeu e o curador criativo de todas as grifes que formarão o portfólio da nova holding. "Vendi minhas marcas porque o grupo vai fazer uma injeção de capital que eu levaria anos para realizar. Com isso, as marcas vão tomar um novo rumo, e tudo que eu sonhei poderá se realizar a partir de agora", diz Herchcovitch.

Fontes: Revista Veja SP, site Wikipédia e Revista Isto É Dinheiro

Glamour and Logo - Zoomp

Por: Jero Moraes
Renato Kherlakian o criador da grife Zoomp, começou sua história no mundo da moda no início dos anos 70. O primeiro passo foi apenas revender roupas, mas logo começou a criar e produzir modelos próprios, encontrados nas mais importantes lojas paulistanas. A marca Zoomp foi criada somente em 1974, com o objetivo de transformar o jeans em artigo de moda para jovens descolados. Sua primeira coleção, chamada Sexy Jeans nacional, foi lançada em 1979. A marca inaugurou um novo conceito de grife no Brasil e fazia do raio amarelo, sua marca registrada, um dos símbolos de status mais cobiçados do país.

A marca abriu sua primeira loja no recém-inaugurado Shopping Eldorado em 1981, e nos anos seguintes dominou o mercado, transformando o raio amarelo em um dos maiores objetos de desejo da juventude. A partir de 1984 iniciou grande plano de expansão e concessão de franquias em todo o país.

Nos anos 90, a marca viveu momentos delicados diante da abertura do mercado aos produtos importados, sendo obrigada a rever seus custos, a enxugar seus quadros e o número de lojas. A marca então, tentando surpreender sua clientela, começou a inovar em cada coleção lançada; rejuvenesceu o ambiente das lojas; lançou uma segunda marca, a Zapping, inspirada no streetwear, e transformou a grife em um objeto de desejo cada vez mais cobiçado. Mesmo disputando o mercado com concorrentes tradicionais, a Zoomp mantém o posto da mais tradicional marca de jeans-fashion do país. Atualmente a empresa pertence a holding IM.
Fonte: Blog o Valor da Marca